sábado, 20 de dezembro de 2014

Amor em Pedaços e Poesias



Junto às raspas de chocolate e delicadamente misturo o chantilly,
ao pegar as cerejas lembro do tom carmim,
mistura de doces e poesias, caldas e recheios de alegria,
embalo as encomendas, e na cozinha bate o vento na janela e a cortina amarela
movimenta-se suavemente.
Vou descansar...
Guardo os bolos de potes e, na cozinha um cheiro de baunilha
traz-me felicidade, ai que alegria!
E quando vou me deitar, uma cliente inesperada,
a dona poesia está apressada;
Debruço então sobre as suas asas, levando comigo
sua lista de pedidos.

Coração que pulsa e a poesia não me escuta,
voa mais alto e seu destino é o céu
às vezes girando feito carrossel...
A primeira cliente foi a lua, entreguei cupcakes de laços
e, estrelas comestíveis que para lua é um perigo
mas, ainda bem que ela estava minguante
então, vendi a ela mousses e tortas gigantes
e, sobre as nuvens derramei confetes que, se juntando em agradecimento
formaram nos céu figuras de corações, bichinhos, bonecos, fadas e dragões
e, para enfeitar joguei sobre elas corante vermelho brilhante
dando a elas vários tons carmim
onde bailavam os querubins...

As estrelas eu confesso, essas são meus mimos;
dei a elas bombas e trufas... Ofereci doces finos
que degustavam sem pressa, prometendo iluminar.
Todos doces e poesias que minhas mãos queriam tocar
e, eu me despedindo, adormeci,
voando sobre as asas da poesia
e os sabores e essências dos doces poéticos
feitos com capricho;
iguais aqueles do Amor em Pedaços.


Ely Monteiro
Imagem: Google

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Diferenças



Sim, eles são diferentes em seus aspectos, hábitos e costumes
mas, o amor que carregam dentro de si
supera os preconceitos e as opiniões dos que são
incapazes de enxergar com os olhos de amor e da alma!

Ely Monteiro
Imagem: Google

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Do Bailado de Nossas Almas



E caminhando pelas trilhas do teu ser
fiz uma breve parada para olhar-te nos olhos
e, ali em silêncio deslumbrei-me
com a beleza do teu coração e alma;
então, com todo o meu amor
enlaçada no teu abraço,
do meu jeito, do seu jeito, do nosso jeito;
do nosso amor...
Bailamos uma valsa interior,
bailamos e, entrelaçamos nossas almas.


Ely Monteiro
Imagem: Google

Ei Mulher



Ei mulher!
Depois das lágrimas derramadas
e, das insônias das madrugadas,
do tempo que sentia dor no peito
e na face tinha o sorriso insatisfeito;
depois das perdas materiais, das ofensas
vividas, lamentações e feridas,
rasgaram-te as roupas da alma
mas, depois da guerra, serena e calma;
tem os olhos cheio de amor,
tem o coração restaurado,
nos ombros não carregas mais fardo...
Ganhou com as batalhas, asas;
voou junto aos anjos e fadas...
Levou consigo sementes de esperança,
esqueceu de tudo, fez como as crianças.
Vai mulher e vive o amor que enobrece,
voa pelo céu e eleva preces,
solta o grito preso na garganta,
de felicidade, grita, ri e canta.
Voa mulher sob as asas da paz e do amor;
voa mulher, voa,
e celebre a vida!


Ely Monteiro
Imagem: Google

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Mágica das Letras



Eu vi o escritor acenando para o céu
proclamando um milhão de poesias
e, entre uma poesia e outra
como mágica;
transformou o céu com palavras.
As estrelas converteram-se,
em
um manto de diamantes
e, a lua tornou-se um coração gigante
Iluminando os olhos da sua amada,
que suspirava de amor.


Ely Monteiro
Imagem: Google

Anjo da Manhã



Ao acordar olhei pela janela, manhã bela.
Vi um anjo que veio buscar minha prece,
pedi a ele  com fé e devoção, que sobre a minha casa 
derramasse proteção.
O anjo que nessa manhã aqui passou
deixou paz e bênção derramou!


Ely Monteiro
Imagem: Google

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Dança da Poesia



A poesia é a música e dança
nesse ritmo que encanta e balança
despertando turbilhão de sentimentos
e, o coração que pulsa forte e violento...
Linhas escritas, melodia
que tocam como orquestra sinfônica sobrenatural
onde a letra tem rimas e sons fora do normal;
texto derramado nas linhas, feito ritmo, música e dança;
a poesia transforma e balança
despertando  o desejo em quem a lê
de voar para o infinito, bailar e viver...
Os olhos debruçam nas asas da poesia, que voa feito águia
entre versos e mil palavras
de contos melancólicos, místicos ou de fada
sobre essa música e dança de poesia encantada.


Ely Monteiro
Imagem: Google

sábado, 29 de novembro de 2014

Flor



Flor qual foi a dor
que fez caírem tuas pétalas?
Flor,
a dor não mata,
resista a lança de quem te lança
toda maldade...
Flor está ferida? Foi demolida?
Despedaçada, flor machucada;
flor eu sou a brisa e anuncio a tua sorte,
parou a chuva e a tempestade...
Eu te anuncio a liberdade,
felicidade...
Flor eu sou a brisa, eu venho ser a calmaria
então sorria,
venha depressa.
Exala teu perfume suave
espalhando o amor, destruindo a maldade;
Flor eu sou a brisa, celebre a vida
no jardim dos versos.


Ely Monteiro
Imagem: Google

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Escrevo-me



Derramo-me junto às linhas,
ao escrever-me quero ser tudo
quero ser nada...
Sou nas linhas tinta e caneta,

sou gata, sou fada, sou bruxuleante;
sou asas de águia, sou tocante,
sou canto do uirapuru;
sou chuva, água, fogo e vento.

Sou lembrança e sou pensamento,
sou chuva e sou sol, sou musa em devaneios;
sou brilho em arrebol,
sou história inventada  ou real

de autor desconhecido...
Sou  ruído de algum sorriso,
Sou ventania, lua e mar, sou o brilho do cometa;
escrevo-me em rabiscos no infinito...

Sou tinta, sou tela,
sou orquídea amarela,
sou livro em algum canto, sou poesia e sou romance;
sou mulher que descalça corre pelas

trilhas dos jardim de flores e versos
e voo  pelo universo, sou poesia... Eu sou.
Sou açucena, a flor singela morena que ao derramar-se nas linhas
com estilo normal me elevo ao sobrenatural e, então...

Escrevo-me.



Ely Monteiro
Imagem: Google

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Versos da Alma



E junto da tarde que cai,caiu poesia
elevando-me nas alturas.
Toquei as nuvens com ternura
e assim num doce toque.
Derramei versos da alma!



Ely Monteiro
Imagem Google

domingo, 23 de novembro de 2014

O Sol e o Mar



E quando o sol olhou o mar
se despedindo o abraçou, com seus reflexos
entrelaçados dançaram no balanço das ondas;
Estremeceram-se
e, o mar cantou ao sol uma melodia de calmaria
e, o sol prometeu todos os dias sobre ele navegar;
o sol prometeu seu brilho ao mar levar
e, o mar se agitou com a promessa fazendo festa,
cantando ao sol uma melodia de calmaria...
E todos os dias bailaram sobre os reflexos de luz sobre as ondas.


Ely Monteiro
Imagem: Google

Querido Diário



Querido diário, hoje lembrei que te esqueci
em algum lugar na gaveta.
Junto a ti foram trancadas um milhão de palavras,
guardião dos meus versos, às vezes inversos;
complexos, intensos, melancólicos tormentos.
Ajuntei-me e espalhei-me
em cada página virada,
nos medos, na ansiedade das madrugadas.
Confidente e presente, caderno de adolescente;
às vezes dormitava debruçada,
sobre ti minha alma descansava
e, quando do mundo eu me ausentava
corria para ti, meu terapeuta silencioso;
escrever nas linhas das tuas páginas
era química perfeita, meu ritual;
então meu espírito e teu espírito
banhavam-se em chuva de palavras.


Ely Monteiro
Imagem: Google

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Jardim de Flores e Versos



A poesia chegou como um pássaro e me prendeu feito laço.
Me abrigou sobre as suas asas,
levou -me para o jardim de flores e versos.
Onde sobrevoamos juntas
sobre a essência do perfume das flores.
Sobre a beleza da infinidade de palavras;
desde então metade de mim é poesia!

Ely Monteiro
Imagem Google

Lembrança de Bailarina Criança



Lembrei-me de quando era criança e da sapatilha de ponta,
meu mundo ilumina.
Nas pontas dos pés, entre gestos e piruetas,
entregava-me à dança.
Feito bailarina na caixinha de música,
lembro-me da infância...
Da sapatilha de ponta guardo doces lembranças.

Ely Monteiro
Imagem Google

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

A Dama da Poesia de Rubi



Sobre o candelabro ouro velho, a vela acesa espalhava pelo cômodo da casa a essência perfumada,
O vento que soprava entrava pela fresta da janela, declarando calmaria daquela noite.
Eis que passos apressados ouvem-se, batidas na janela acordando quem dorme,
os cabelos bagunçados são presos na altura da nuca
e sonolenta ela segue até a porta...
Ao abrir depara-se com uma dama com vestido em tom carmim,
seus olhos brilhavam feito rubis...
Estendeu um pergaminho na mão e uma caneta de mil tons,
 Dizendo: - Mocinha escreva,
sou a poesia, vim te visitar, escreva do amor que vou lhe ditar,
fale também sobre os mistérios celestes e junto a eles escreva uma prece;
seja breve, se apresse querida, pois vou visitar poetas e poetisas...
E saindo depressa em um redemoinho aquela mulher seguiu seus mil destinos,
foi ao encontro dos que em dias e noite escrevem no pergaminho com inspiração...
Dama encantada de vestido carmim, poesia infinita vestida de cetim;
palavras infinitas olhos de rubis.


Ely Monteiro
Imagem: Google