sábado, 20 de dezembro de 2014

Amor em Pedaços e Poesias



Junto às raspas de chocolate e delicadamente misturo o chantilly,
ao pegar as cerejas lembro do tom carmim,
mistura de doces e poesias, caldas e recheios de alegria,
embalo as encomendas, e na cozinha bate o vento na janela e a cortina amarela
movimenta-se suavemente.
Vou descansar...
Guardo os bolos de potes e, na cozinha um cheiro de baunilha
traz-me felicidade, ai que alegria!
E quando vou me deitar, uma cliente inesperada,
a dona poesia está apressada;
Debruço então sobre as suas asas, levando comigo
sua lista de pedidos.

Coração que pulsa e a poesia não me escuta,
voa mais alto e seu destino é o céu
às vezes girando feito carrossel...
A primeira cliente foi a lua, entreguei cupcakes de laços
e, estrelas comestíveis que para lua é um perigo
mas, ainda bem que ela estava minguante
então, vendi a ela mousses e tortas gigantes
e, sobre as nuvens derramei confetes que, se juntando em agradecimento
formaram nos céu figuras de corações, bichinhos, bonecos, fadas e dragões
e, para enfeitar joguei sobre elas corante vermelho brilhante
dando a elas vários tons carmim
onde bailavam os querubins...

As estrelas eu confesso, essas são meus mimos;
dei a elas bombas e trufas... Ofereci doces finos
que degustavam sem pressa, prometendo iluminar.
Todos doces e poesias que minhas mãos queriam tocar
e, eu me despedindo, adormeci,
voando sobre as asas da poesia
e os sabores e essências dos doces poéticos
feitos com capricho;
iguais aqueles do Amor em Pedaços.


Ely Monteiro
Imagem: Google

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Diferenças



Sim, eles são diferentes em seus aspectos, hábitos e costumes
mas, o amor que carregam dentro de si
supera os preconceitos e as opiniões dos que são
incapazes de enxergar com os olhos de amor e da alma!

Ely Monteiro
Imagem: Google

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Do Bailado de Nossas Almas



E caminhando pelas trilhas do teu ser
fiz uma breve parada para olhar-te nos olhos
e, ali em silêncio deslumbrei-me
com a beleza do teu coração e alma;
então, com todo o meu amor
enlaçada no teu abraço,
do meu jeito, do seu jeito, do nosso jeito;
do nosso amor...
Bailamos uma valsa interior,
bailamos e, entrelaçamos nossas almas.


Ely Monteiro
Imagem: Google

Ei Mulher



Ei mulher!
Depois das lágrimas derramadas
e, das insônias das madrugadas,
do tempo que sentia dor no peito
e na face tinha o sorriso insatisfeito;
depois das perdas materiais, das ofensas
vividas, lamentações e feridas,
rasgaram-te as roupas da alma
mas, depois da guerra, serena e calma;
tem os olhos cheio de amor,
tem o coração restaurado,
nos ombros não carregas mais fardo...
Ganhou com as batalhas, asas;
voou junto aos anjos e fadas...
Levou consigo sementes de esperança,
esqueceu de tudo, fez como as crianças.
Vai mulher e vive o amor que enobrece,
voa pelo céu e eleva preces,
solta o grito preso na garganta,
de felicidade, grita, ri e canta.
Voa mulher sob as asas da paz e do amor;
voa mulher, voa,
e celebre a vida!


Ely Monteiro
Imagem: Google

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Mágica das Letras



Eu vi o escritor acenando para o céu
proclamando um milhão de poesias
e, entre uma poesia e outra
como mágica;
transformou o céu com palavras.
As estrelas converteram-se,
em
um manto de diamantes
e, a lua tornou-se um coração gigante
Iluminando os olhos da sua amada,
que suspirava de amor.


Ely Monteiro
Imagem: Google

Anjo da Manhã



Ao acordar olhei pela janela, manhã bela.
Vi um anjo que veio buscar minha prece,
pedi a ele  com fé e devoção, que sobre a minha casa 
derramasse proteção.
O anjo que nessa manhã aqui passou
deixou paz e bênção derramou!


Ely Monteiro
Imagem: Google

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Dança da Poesia



A poesia é a música e dança
nesse ritmo que encanta e balança
despertando turbilhão de sentimentos
e, o coração que pulsa forte e violento...
Linhas escritas, melodia
que tocam como orquestra sinfônica sobrenatural
onde a letra tem rimas e sons fora do normal;
texto derramado nas linhas, feito ritmo, música e dança;
a poesia transforma e balança
despertando  o desejo em quem a lê
de voar para o infinito, bailar e viver...
Os olhos debruçam nas asas da poesia, que voa feito águia
entre versos e mil palavras
de contos melancólicos, místicos ou de fada
sobre essa música e dança de poesia encantada.


Ely Monteiro
Imagem: Google

sábado, 29 de novembro de 2014

Flor



Flor qual foi a dor
que fez caírem tuas pétalas?
Flor,
a dor não mata,
resista a lança de quem te lança
toda maldade...
Flor está ferida? Foi demolida?
Despedaçada, flor machucada;
flor eu sou a brisa e anuncio a tua sorte,
parou a chuva e a tempestade...
Eu te anuncio a liberdade,
felicidade...
Flor eu sou a brisa, eu venho ser a calmaria
então sorria,
venha depressa.
Exala teu perfume suave
espalhando o amor, destruindo a maldade;
Flor eu sou a brisa, celebre a vida
no jardim dos versos.


Ely Monteiro
Imagem: Google

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Escrevo-me



Derramo-me junto às linhas,
ao escrever-me quero ser tudo
quero ser nada...
Sou nas linhas tinta e caneta,

sou gata, sou fada, sou bruxuleante;
sou asas de águia, sou tocante,
sou canto do uirapuru;
sou chuva, água, fogo e vento.

Sou lembrança e sou pensamento,
sou chuva e sou sol, sou musa em devaneios;
sou brilho em arrebol,
sou história inventada  ou real

de autor desconhecido...
Sou  ruído de algum sorriso,
Sou ventania, lua e mar, sou o brilho do cometa;
escrevo-me em rabiscos no infinito...

Sou tinta, sou tela,
sou orquídea amarela,
sou livro em algum canto, sou poesia e sou romance;
sou mulher que descalça corre pelas

trilhas dos jardim de flores e versos
e voo  pelo universo, sou poesia... Eu sou.
Sou açucena, a flor singela morena que ao derramar-se nas linhas
com estilo normal me elevo ao sobrenatural e, então...

Escrevo-me.



Ely Monteiro
Imagem: Google

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Versos da Alma



E junto da tarde que cai,caiu poesia
elevando-me nas alturas.
Toquei as nuvens com ternura
e assim num doce toque.
Derramei versos da alma!



Ely Monteiro
Imagem Google

domingo, 23 de novembro de 2014

O Sol e o Mar



E quando o sol olhou o mar
se despedindo o abraçou, com seus reflexos
entrelaçados dançaram no balanço das ondas;
Estremeceram-se
e, o mar cantou ao sol uma melodia de calmaria
e, o sol prometeu todos os dias sobre ele navegar;
o sol prometeu seu brilho ao mar levar
e, o mar se agitou com a promessa fazendo festa,
cantando ao sol uma melodia de calmaria...
E todos os dias bailaram sobre os reflexos de luz sobre as ondas.


Ely Monteiro
Imagem: Google

Querido Diário



Querido diário, hoje lembrei que te esqueci
em algum lugar na gaveta.
Junto a ti foram trancadas um milhão de palavras,
guardião dos meus versos, às vezes inversos;
complexos, intensos, melancólicos tormentos.
Ajuntei-me e espalhei-me
em cada página virada,
nos medos, na ansiedade das madrugadas.
Confidente e presente, caderno de adolescente;
às vezes dormitava debruçada,
sobre ti minha alma descansava
e, quando do mundo eu me ausentava
corria para ti, meu terapeuta silencioso;
escrever nas linhas das tuas páginas
era química perfeita, meu ritual;
então meu espírito e teu espírito
banhavam-se em chuva de palavras.


Ely Monteiro
Imagem: Google

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Jardim de Flores e Versos



A poesia chegou como um pássaro e me prendeu feito laço.
Me abrigou sobre as suas asas,
levou -me para o jardim de flores e versos.
Onde sobrevoamos juntas
sobre a essência do perfume das flores.
Sobre a beleza da infinidade de palavras;
desde então metade de mim é poesia!

Ely Monteiro
Imagem Google

Lembrança de Bailarina Criança



Lembrei-me de quando era criança e da sapatilha de ponta,
meu mundo ilumina.
Nas pontas dos pés, entre gestos e piruetas,
entregava-me à dança.
Feito bailarina na caixinha de música,
lembro-me da infância...
Da sapatilha de ponta guardo doces lembranças.

Ely Monteiro
Imagem Google

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

A Dama da Poesia de Rubi



Sobre o candelabro ouro velho, a vela acesa espalhava pelo cômodo da casa a essência perfumada,
O vento que soprava entrava pela fresta da janela, declarando calmaria daquela noite.
Eis que passos apressados ouvem-se, batidas na janela acordando quem dorme,
os cabelos bagunçados são presos na altura da nuca
e sonolenta ela segue até a porta...
Ao abrir depara-se com uma dama com vestido em tom carmim,
seus olhos brilhavam feito rubis...
Estendeu um pergaminho na mão e uma caneta de mil tons,
 Dizendo: - Mocinha escreva,
sou a poesia, vim te visitar, escreva do amor que vou lhe ditar,
fale também sobre os mistérios celestes e junto a eles escreva uma prece;
seja breve, se apresse querida, pois vou visitar poetas e poetisas...
E saindo depressa em um redemoinho aquela mulher seguiu seus mil destinos,
foi ao encontro dos que em dias e noite escrevem no pergaminho com inspiração...
Dama encantada de vestido carmim, poesia infinita vestida de cetim;
palavras infinitas olhos de rubis.


Ely Monteiro
Imagem: Google

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Chuva de Meteoros



E sobre a luz da lua nua me banho,
força súbita em mim... Estranho;
o desejo de tocar os céus arrancou-me do chão
e eu me vi ali nas alturas.
Conversei com a lua e ela vestida com muito requinte entregou-me
nas mãos um convite e me disse:
- Hoje o céu está em festa, novembro é o mês de chuvas de meteoros,
se vista menina e, estendeu-me um vestido branco que reluzia feito diamante,
prendeu um balanço no firmamento e me ofereceu para sentar
e, eu mal podia acreditar, seria miragem ou alucinação?
A lua empurrou-me até o balanço e eu sentando-me obedeci à lua que não parava de sorrir
e, para meu espanto as horas lá passaram depressa  e a lua disse: - É hora da festa!
O firmamento todo iluminado com a chuva de meteoros, lugar encantado;
ouvi tocando uma música celeste e os planetas girando pelo universo,
a lua cantava ópera e as estrelas eram um coral que acompanhava a lua num ritmo fenomenal,
a lua então me olhou sorrindo: - É hora de ir para casa, vamos todos partindo;
desamarrou o balanço do firmamento e, eu perturbei-me na dúvida se ia cair,
a lua acenou dizendo: -  Vá para casa! - E mandou um querubim me trazer sobre suas asas.
Na madrugada de dezoito de novembro, acordei no meu quarto num sobressalto, abri as janelas então, chuva de meteoros e convite na mão.
Eu fui convidada para a festa dos que sonham, onde tudo pode ser real; para aqueles que acreditam que é possível voar mesmo não tendo asas.


Ely Monteiro
Imagem: Google

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Libélula



Lagos límpidos,
lampejos, luz,
loucos lábios lentos,
linguagens líricas, lacunas lendárias, lua luzente;
linhas
descrevem a transmutação do lago, ovos que flutuam, sobre eles caem brisa;
passam ali dias e noites sobre o cuidado da mãe natureza, embalados todos os dias são nos seus ternos braços;
ninfa aquática alienígena das águas, fica ali em estado de feiura, mergulhando com ternura,
se arrastando do lago doce para o caule, logo vai de uma árvore perto dela abrigar-se, vai
e, os que passam por ela sentem pavor, pois, seu corpo adulto causa horror;
fica imóvel sem querer se alimentar, nessa fase a pobrezinha deve estar em depressão
feito presa em um porão;
agarrada a este caule em solidão e sofrimento, em plena metamorfose;
passam dias, passam noites e imóvel está lá a criatura esquisita;
dias e noites vão e vem...
E, aquela criatura que no caule estava seca, deixa o corpo de alienígena,
liberta-se da prisão e mostra-se ao mundo, feito bailarina voa... Voa e gira, gira;
batendo suas asas bailarinas, leveza e beleza no lago doce...
Libélula cor de vinho suas asas brilham feito lantejoulas, na cabeça tens coroa,
com graça dispara feito luz, e, aos que te contemplam leva sorte renovação...
Beleza que seduz.


Ely Monteiro
Imagem: David Chambon

A Mulher na Janela III



E eu debruçada na janela vi o bebê que nascia,
a criança que ao dar os primeiros passos caia,
a menina que tinha medo da noite
que brincava, cantava e amava doces;
eu da janela vi a menina virar adolescente,
a se olhar no espelho,
 a chorar pelas transformações do seu corpo;
Eu da janela vi a mocinha na escola fugindo das brigas,
colecionando papéis de carta, escrevendo versinhos de amor;
eu da janela vi a menina moça dormindo abraçada com o diário,
sonhando com flores, com contos de fada;
eu da janela vi a moça de singela beleza tornar-se mulher, sentir dores e derramar lágrimas,
ficar inquieta, passar noites acordadas.

Eu da janela a vi sofrendo preconceitos e descriminações
quando quis ser ela por própria opção;
eu da janela vi a mulher como pássaro que canta triste na gaiola.

Eu da janela vi a mulher que tirava uma chave do bolso,
a mulher que saia de um calabouço,
saindo da prisão interior
sorrindo acenando para mim.

Eu da janela vi a mulher indo por uma estrada de árvores coloridas
onde seus pés não tocavam o chão, às vezes abaixava para tocar as flores do caminho com as mãos;
jogando do alto sementes ao chão,
levando com ela folhas onde havia escrito mil palavras.
Eu da janela vi a mulher cantar um doce canto, debrucei na janela, me esforcei para vê-la
Mas, já ia longe
e, quando pensei em fechar às cortinas a mulher sorriu e de longe acenou para mim.


Ely Monteiro
Imagem: Julius Leblanc Stewart

domingo, 16 de novembro de 2014

Vestida de Você



E de todos os meus vestidos, o mais bonito é este que você me veste quando me olhas
e, o meu perfume de essência mais doce é esse extraído do teu abraço que me prende feito laço
e, o meu batom de tom mais vibrante é esse tom de emoções e sabores que sinto quando seus lábios quentes unem-se aos meus
e, o melhor par de sapatos é quando você coloca os meus pés em cima dos seus e me rodopia, dançando uma valsa, bailando comigo, colando seu corpo junto ao meu.
 E a música que eu mais gosto é aquela que você canta oscilando a voz, às vezes grave, às vezes rouca
e, a tatuagem feita é esse amor tatuado no peito que é reciproco e perfeito
e, as poesias são escritas por mim e por ti, junto às folhas, debruçados, então derramamos coração e alma
ao som de rock, MPB, poesia e amor... Eu e você.


Ely Monteiro
Imagem: Lordache-Levay

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Semente em Transmutação



Eu era semente que debaixo da terra foi sufocada,
pelos pés fui pisada...
Eu era semente no escuro esperando, eu juro;
pela chuva de esperança, eu era a semente que na solidão às vezes dançava, sozinha baixinho chorava,
gemia, queria ver o raiar do dia...
Eu era semente debaixo da terra enterrada sonhando com luz
querendo mostrar-me ao dia, querendo sentir o vento, abandonar o sofrimento...
No cair de uma noite de chuva, relâmpagos e ventos vieram do norte,
assustaram-me, me tornei forte, briguei com a terra, desafiei a morte...
Na noite de tempestade tomei coragem, a terra não mais me sufocou; de um rebento debaixo da terra saltei, deixei de ser semente...  Virei flor!


Ely Monteiro
Imagem: Google

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Beija-Flor



Beija-flor vem de mansinho festejar o versejar em flor,
vem beija-flor, sou açucena, a flor morena que no jardim brotou,
vem beija -flor em dias e noites extrair o néctar sem pressa entre juras e promessas,
sentir o perfume doce, sagrado e imaculado, vem que te cubro de amor.
Vem beija-flor, baila comigo, me leva para os céus e nas alturas, sussurra com ternura,
Vem beija-flor, vamos visitar as estrelas e tocar a lua;
Vem beija-flor, sou flor açucena, tua flor morena que te envolve em néctar...  Beija-me depressa.
Vem beija-flor, faremos festa, bailaremos sem pressa em meio aos versos e poesias; dançaremos a valsa de eternos enamorados.
Vem beija-flor, vem de mansinho festejar o versejar de amor.


Ely Monteiro
Imagem: Google

Reflexos de Mim



A minha imagem no espelho lembrou os antigos desesperos e tormentos,
lembrou-se dos reflexos do passado quando carregava amarguras e feridas,
contradições da vida, noites de sonos perdidas, reflexos de marcas doloridas.
A minha imagem relembrou de quando eu me importava com a opinião alheia
e, de como eu fiquei feia no interior de mim.
A minha imagem me fez lembrar-se de quanto às palavras lançadas me afetavam
e, quanta amargura gerava na minha existência de quando olhava labirintos
e, sem saber a saída me perdi.
A minha imagem hoje sorrindo festejou minha existência, e não vivo só de aparências, ela reflete o que tenho na essência;
reflexos no espelho sem amarguras, pois o amor foi à cura que desatou minhas ataduras.


Ely Monteiro
Imagem: Google

domingo, 2 de novembro de 2014

O Anjo-Menino de Aquarela e Poesia



Hoje dia de sorte encontrei anjo menino
entre folhas e aquarelas, palavras escritas, mãos que rabiscam.
Como posso expressar tamanha admiração?
Tenho mesmo brilho no olhar, descobri um mundo tão puro...
Oh sim! Eu juro, me perdi num mundo de encantos,
recito agora um poema e um novo canto, cores de vários tons entre super-heróis e princesas,
minha cabeça festeja hoje o menino de mãos celestes.
Apareceu derramando versos, colorindo as dores, pintando de mil cores,
toda felicidade é minha, me trouxe de volta a infância e posso viajar como criança,
caminho por uma trilha que leva a uma estrada de chão
as nuvens são de algodão, árvores de compotas já feitas,
jardim de caramelos, canteiros de brigadeiros e flores de pipocas doces perfeitas
e, entre as criaturas desenhadas com guache no papel me vejo
e, sobre o chão de arco-íris sigo o menino que está lá num canto, entre telas, pincéis e tintas e eu me aproximo, então entre rimas, notas e canção faço a ele um pedido: - menino transforme-me em desenho ou livro, me faça livre entre mil cores.

Ely Monteiro
Imagem: Fundação Pestalozzi, Desfile Primaveril, 1934, Desenho em aquarela de um menino de 12 anos, Suiça.




sexta-feira, 31 de outubro de 2014

A Bela Dama da Poesia



E quando o astro sol na sua plenitude se despediu,
no cair da noite eis que vi bela dama surgindo,
o seu esplendor competia com o das estrelas,
com vestido de cetim negro como a noite;
trazia com ela sementes e um turbilhão de alegria,
ao balançar os cabelos exalava perfume e seu corpo tinha um gracejo de
mulher que deixava no ar enigma, elegância, aparência de anciã
mas, quando a olhei nos olhos parecia tão jovem;
Seu coração às vezes melancólico, seus pensamentos difíceis decifrar,
andando pela noite dama poesia, passos em rimas eu a vi dançar uma mistura de ballet com rock clássico,
para explicar me embaraço a vi dançar samba,  ficar bamba
com um cálice brindou a vida e a morte
falou do presente passado, recitou desejos futuros,
eu juro que a vi sentada em um banco e da bolsa de grife
tirou pergaminho com letras douradas, achei um encanto e depois estendeu da bolsa um leque enquanto num charme sem igual desfrutava do abanar, a dama desenrolou o pergaminho num  gesto
frenético e eu não resisti ao gesto, corri para ver o que escrito estava no pergaminho que brilhava,
uma mistura de amor e fantasia, textos no pergaminho preenchiam mistérios e segredos, amor e paixão, coisas reais e do submundo e a dama em suspiros profundos
disse-me: - nessa noite de lua entre estrelas e cometas, bailando nas ruas estou a procura das mãos que no pergaminho  escreva,
ouça-me, sinta-me, inale o perfume,  deixe-me te guiar e te abrirei um novo rumo;
sobre o pergaminho debruce por favor, escreva-me depressa, pois poesia eu sou!


Ely Monteiro
Imagem: Google

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Marias II



E lá vai ela, Maria, apressei-me e tive que perguntar:
- Por onde anda a tua dor? Será que o vento carregou?
Ou foi você que superou e, a ferida se fechou? Por onde anda aquela dor
que te fez em mil pedaços e você ficou em cacos, e quantas vezes tu choraras-te;
nas madrugadas teus anseios, teus receios, convenceu o silêncio a te dar respostas,
queria te lançar na fossa?
Por anda aquela dor que te vestiu de luto, deixou na face absurda a expressão de alguém sofrida, que desejou perder a vida?
Por onde anda aquela dor que te deixou em depressão, que te deu medo e aflição
e, quando olhaste para os céus e te cobriste de fé
curaste a dor que em ti havia?
E aquela mulher cheia de crença, sorrindo foi logo se despedindo...
Por onde anda a minha dor? Não sei não mais senti
e, pensando bem, nem parece que um dia a vi, pois em mim
não levo cicatrizes...
E Maria seguiu sorrindo, fazendo gestos e graças,
superando a vida que prega peças
e. eu ali enchi meu coração de fé
e, como disse a Maria sobre a dor, sobre as lagrimas e sobre as feridas;
até já não sei mais, pois minha fé já se refez e renovou-se em você.


Ely Monteiro
Imagem: Tales de Paula

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Gestação Literária



Rabiscos e rascunhos,
ilustrações e textos,
detalhadas linhas
de um livro perfeito,
guardado, gerando
no útero imaginário.

Ainda são folhas
na gaveta da escrivaninha
e, a poetisa engendrando
alimenta a ânsia
de sua existência,
à espera do nascimento

do filho livro, que nas entranhas
carrega as dores, lágrimas e sorrisos
que a fazem sustentar
a espera dessa cria
que se prepara para nascer.
Dores de parto e inquietações,

noites de esperança,
dias de aflições,
contrições e contrações.
A mãe literária
está com dores de parto,
preparando os textos e o prefácio,

vestindo o filho com as roupas
do versejar da alma.
Prepara o berço poético
e canta uma canção;
embala o filho nos braços
mesmo antes do seu nascimento.



Ely Monteiro
Imagem: Salvador Dali

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Anjo Anônimo



Senti a luz invadir o meu quarto,
alguém tocou-me;
pulei da cama de sobressalto,
encantou-me...

Percorri a casa à procura da luz
e do perfume que exalou no ar,
parecia a essência do jasmim celeste,
ouvi uma voz fazendo uma prece;

quando tentei me apresentar ao anjo
ele se desfez em luz e voltou
para o céu, para quem o conduz.

Eu fiquei ansiosa por uma resposta
daquele anjo anônimo
que não bateu na porta.

Ao voltar para a cama adormeci
ouvindo uma voz que dizia:

- Ely Luz deve ser seu nome,
descanse em paz,
pois cuidarei dos teus sonhos.


Ely Monteiro
Imagem: Google

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Júlia



Vem Júlia ver a lua
e, no balanço da noite
vem comigo contar as estrelas,
abrir suas asas, voar nos céus,

sem telescópio visualizar planetas,
contigo traga folha e caneta
e sob o brilho do manto de estrelas,

versos, poesias e brincadeiras.
Não tenha medo de suas asas abrir
e, no infinito descobrir
e, quando a noite for partindo

e o rei sol no céu for surgindo
caminharemos pelas trilhas de flores
sentindo a brisa do vento

e as lembrança da noite.
Corre e canta Júlia,
encante com suas mãos,
toque o brilho do céu,

voa com as asas da poesia
e com folha e caneta
escreve menina,
derrame a sua alma.


Ely Monteiro
Imagem: www.GdeFon.com

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Rosa Minha



E numa manhã destas
que o sol brilha escaldante
eu anelava por ver-te,
rosa minha.

Me pus a caminho,
levei comigo todos os apetrechos,
senti o desejo de regar-te
para proteger tua beleza

e dar-te refrigério.
E ao caminhar pelo canteiro das rosas
procurei pelo teu aroma,
os meus olhos percorreram aflitos

pelo jardim.
Procurei por ti rosa minha
e lá, junto aos arbustos
te vi emaranhada,

rosa minha machucada,
arrancaram-te da terra pela raiz,
arrancaram-te as pétalas,
rosa minha destruída...

Debrucei sobre ti em lágrimas,
lamentando... Pranteando.
Ah rosa minha!
Queria destruir os teus pulgões,

queria assassinar as lagartas
que te sorviam a vida.
Na ânsia daquela dor gritei
fazendo ecoar teu sofrimento

por todos os jardins;
olhei em volta a procurar
o ser que fez contigo
tamanha crueldade

e, entre as lágrimas e a aflição
te levantei do chão,
plantei-te em um canteiro novo
onde incansavelmente te protegi

rosa minha... Onde posso ver-te
florescer e exalar o teu perfume.
Recompensa minha e tua, pois
dou-te meu cuidado e tu dá-me alegrias,

dou-te todo o meu amor
e tu dá-me as cores da minha vida.
Seja eterna rosa minha...
Seja eterna.


Ely Monteiro
Imagem: Baixaki

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Aquarela Celeste



Estavam a sua procura, achá-lo tornou-se fissura
aos que dia e noite tentavam fazer seu esboço com tinta, tela e pincel;
sem piedade arrancaram-lhe o coração, tentaram lhe roubar os céus.
Foram vários os artistas que sem economizar, pintaram como uma pessoa qualquer, lhe deram mil faces, mil disfarces, mudaram seu jeito de olhar e, sobre a tela queriam até vê-lo histórias narrar.
Tintas escuras, desenhos sem postura, equivocados sem sensibilidade;
No mundo dos mortais, pintores e artistas tais, esqueceram que a humanidade não vive de aparências nem necessitam de pinceladas desumanas de maldade
mas, cada um carrega em si, essência e coração, piedade e prudência.
 O criador pintor celeste derrama sobre a tela unção, confundindo os artistas amadores
que sobre a tela derramaram maldade e dores;
O criador tem tons azuis celestes que de beleza e alma as suas obras originais enriquece,
enchendo-as de virtudes e de luz.


Ely Monteiro
Imagem: Alexander Rommel

domingo, 19 de outubro de 2014

Nosso Jeito de Amar



Nosso jeito de amar
na linguagem do olhar,
o coração e o corpo decifram palavras jamais ditas
e quando o meu sorriso com o seu se encontra
o coração palpita, os ouvidos ouvem uma canção, e com passos apressados na mesma direção
abrigamo-nos no abraço, que nos une como laço e os seus pensamentos em conexão com os meus tocam os céus  elevando uma oração secreta que são decifradas  pelos anjos
que sobre nos derramam orvalhos e bençãos doces como mel, que fortalecem os corações com dádivas do alto do céu
e, no toque das suas mãos, no brilho do seu olhar e no seu sorriso, sei interpretar  o eu te amo que  você diz sem precisar usar palavras, em códigos secretos, nos jeitos e nos gestos,
às vezes em mimicas ou em versos, expressamos esse tão meu e tão seu amor.


Ely Monteiro
Imagem: Google

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Divagações Poéticas



Mãos sobre o papel
que jorram sabedoria inefável

e, quando leio seus escritos viajo sem sair do lugar.
Tons de mil cores... Falas das flores, duendes e fadas, coisas místicas, mistérios entrelinhas;
sonetos, versos e poesias que me encantam, às vezes lendo volto à infância.

Sinto o perfume das flores, toco as estrelas, ando com leveza
nas nuvens que parecem por ti narradas, feitas de algodão

e, eu que vou perdendo o chão, viajo contigo nessa aeronave
chamada livros teus ... Que ao anoitecer e amanhecer são meus.


Ely Monteiro
Imagem: Olga Domanova

domingo, 12 de outubro de 2014

Dos Sonhos na Casinha entre as Montanhas



Onde o barulho das águas soam como cantigas celestes,
o astro sol enobrece os tons de verdes mil,
cheiro de terra, coral de pássaros,  flores  do campo, 
 sigo pela trilha, brinco e faço rima do amor meu e teu.
Usando roupas neutras casuais, teu jeito, teu gosto, meu gosto, nosso jeito
e, eu vestida com meu vestido floral sinto-me leve como as milhões de borboletas
amarelas tão belas e, o nosso destino é logo ali, na casinhas entre as montanhas.
A lareira está acesa, pão de queijo na bandeja, nas prateleiras compotas e conservas,
foi bom fazer essa reserva; na janela afasto as cortinas de renda e entrelaçada aos teus braços fico ali vendo o pôr do sol de frente ao jardim, imersa  em nosso beijo
e, ouço tocar uma canção, era o celular que tocava interrompendo a hora mágica
e, no alô você me pergunta se estou bem,  respondo sim, ainda dormindo...
No telefone, você sorrindo me diz: - Sonhei com a casinha no alto da montanha.
Pensamentos em transmissão, sonhos de quem ama;
nos sonho, juntos estivemos lá... Violão, montanhas, abraço e beijo, doce de leite e pão de queijo.


Ely Monteiro
Imagem: Letícia Moraes

sábado, 11 de outubro de 2014

A Estranha Dama do Moinho



A estranha dama no moinho, girando, por labirintos andando,
desafiando a vida, gemendo sobre as feridas
enrubesceu a face pálida, engoliu as lágrimas passadas.
A vida desengonçava fingindo estar bem, num mundo de desdém,
mostrava-lhe os sorrisos que na noite eram tecidos, no lugar do gotejar de lagrimas; sorrisos
artificiais, que ela distribuía na terra dos mortais.
No moinho virou pó, a cabeça fez nó, pés cansados, seguiu só;
labirinto e escuridão, cólera e insatisfação, e de tanto se arrastar a dama veio a cansar.
Gemidos, cárcere e dor, a dama não suportou;
saindo do moinho, enfim, do pó, a dama emendou-se, do labirinto livrou-se,
encontrando a saída; trilha nova... Caminho onde há luz, onde a brisa tocou-lhe a alma,
curando feridas e, lhe devolvendo o novelo de lã chamado paz... Divina esperança.
E agora todos os dias e noites a estranha dama sorri e canta.


Ely Monteiro
Imagem: Rembrant - O Moinho

Meu Indriso de Amor



Meu indriso de amor
não sucumbe a dor,
o verso irradia sóis,

desbrava alma e arrebóis;
o verso é o grito insano
que estremece, puritano.

E as paixões são pelas flores

em jardins vastos de cores.


Ely Monteiro
Imagem: Google

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

De um Amor entre Poetisa e Escritor



Aquela mulher estava à espera.
A vi de longe sorrindo, com cara de boba, rindo para o nada.
Eu conheço essa cara, ela está apaixonada,
tive certeza, pois ela caminhava

em direção do homem que despertou nela tanta paixão.
Cabelos ao vento, parecia mais bela.
O homem mudou seu destino.
A mulher parecia não pisar no chão,

ficou suave de tanta paixão;
eu sorri, pois ali havia sintomas
de amor.
Levava ela uma folha na mão

parecia que estava recitando
poema ou canção.
E eu avistei de longe
o homem que não consigo

expressar tal beleza,
era mais que estética
beleza interior com certeza.
O Abraço dos enamorados

irradiava luz, beijos e caricias
envolventes, com certeza
esqueceram-se das horas
eternizando os sentimentos,

tinha algo de diferente.
E para a minha desconfiança,
confirmei, o vi caneta e folhas
do bolso tirar...

Aquela noite, a lua certamente
daria uma festa, era um encontro
de amor, de uma poetisa e de um
escritor, que resolveram tornar
realidade... Palavras.

E eu me distanciei calada
desejando que escrevessem
um dia sobre esse amor
que parecia igual aos que li nos livros


de romance; mas ali tudo mais bonito, no mundo real.
Quem escrevia coisas do submundo
estava ali vivendo sentimentos
verdadeiros, reais e profundos.

Ely Monteiro
Imagem: FotosWiki.net

Oh Céus!



Céus... Oh céus!
Como amo admirar-te,
sou apenas mais um
que da terra deseja tocar-te.
 Quando finda o dia
contemplo daqui a lua
que sobre ti sustentas
e as estrelas belas
iluminam tua face
refletindo um beijo de luz.
Oh céus! O teu poder me encanta
e, quando a aurora se anuncia
em suas cores de primazia
eu suspiro de alegria
então, o rei sol em plenitude
brilhando em sua virtude
trás à luz a um novo dia.
E eu daqui, sou mais um
que a ti elevo súplicas
pois, sei que sustentas não só a beleza
de teus astros, mas,
no teu firmamento esconde mistérios
celestiais, e mesmo tão distante
da suprema compreensão,
mantenho a fé constante
e, iluminam-se os privilegiados
que tocam com orações
a fronte dos teus portais
que abrem-se aos que tem fé.


Ely Monteiro
Imagem: Google

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Leleu Serelepe



E quando menina ela andava pelas ruas de paralelepípedos pulando, imaginando ser uma amarelinha de casas e números infinitos.
Vestia roupas coloridas, amava as de listras. Menina serelepe vivia a viajar, andava olhando para o céu, dizia que as nuvens eram de algodão doce.
E ao passar pela igrejinha ela logo fazia um gesto bonito, Leleu Serelepe enchia seu coraçãozinho de fé e acreditava que tinha uma escada que levava da terra ao céu por onde subia para conversar com os anjos.
Gostava de jogar futebol e das embalagens jogadas no lixo fazia panelinhas, pois amava brincar de casinha, brincava de batizado de bonecas e com suspiros doces fazia sua festa.
Corria no fundo do quintal brincando com as amigas, juntas faziam e empinavam pipas, pipas feitas de papel de pão com rabiolas feitas com sacolas.
Leleu Serelepe vivia usando os saltos de sua mãe, lendo revistas e colecionando papéis de carta... E toda noite registrava em seu diário o tempo presente e o que queria para seu futuro.
Leleu Serelepe, menina dos traços singelos, amava o Sítio do Pica-Pau Amarelo, e quando caia a noite passava seu tempo olhando para a lua e as estrelas, inventando novas brincadeiras.


Ely Monteiro

sábado, 4 de outubro de 2014

Os Cantos Cotidianos



O farfalhar das folhas,
o pássaro que canta,
o sabiá que encanta,
o barulho das águas,

o gotejar da chuva;
o barulho das folhas secas
movimentadas pelo vento.
O barulho dos carros

passando lá fora,
o cucuritar do galo,
o estridular da cigarra,
o estalo de um galho que cai,

a voz de alguém que chama,
a oração de alguém  que clama,
ruídos de sorrisos,
a lágrima a marejar;

suspiros, passos e anotações
ouvidos atentos e corações.
A música e a harmonia
equilíbrio da melodia,

a criança que chora,
os enamorados que se beijam,
adolescentes que festejam...
Os sons que quebram

meu silêncio cotidiano,
é a orquestra da vida,
cantiga indefinida.
Seres humanos e animais,

expressões de emoções
e, o tilintar dos sinos
aguçam os meus sentidos,
razões sentimentais.


Ely Monteiro
Imagem: Google

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

O Nada como Fonte Inesgotável de Inspiração



O nada clama por ser escrito,
é ele fonte inesgotável,
tem com ele o baú onde guarda tesouro escondido.
Poetas e escritores desvendam palavras
derramando junto à elas realidade e ficção;
sobre o nada poetas e escritores
fazem deslizar junto aos seus escritos coração e alma!


Ely Monteiro
Imagem: Google

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Declarações de amor ao escritor



Ele tem o dom de escrever
histórias infantis que me fazem viajar
pelos contos de fadas aqui e em outro lugar.
Com o meu escritor viro lua, toco os céus, volto a brincar de carrossel.
Viajo nas asas da imaginação, pulo amarelinha, voo em balão.
Com ele vou à fantástica fábrica de borboletas, viro bailarina, dou piruetas.
Recebo o nome de açucena, me tornando flor, sou enamorada do escritor
E, por trás das paginas, quando leio um livro o privilégio de ter seu amor é tão lindo.
Na vida real e nos contos de fada nobre escritor, sempre serei sua amada.


Ely Monteiro
Imagem: Google

Súplica de Mãe



Antes que a noite chegue
faço um pedido
pelos filhos dos meus amigos.
Antes que a noite chegue

suplico aos céus pelos filhos meus,
o filho da mãe que chora
de madrugada ou em outra hora;
o espera angustiada,

olhos fixos na estrada,
aos céus elevando preces,
por isso derrama lágrimas por ele.
E quando ele está em perigo,

andando por labirintos,
deseja protege-lo,
fazê-lo voltar ao útero,
livrá-lo do mundo bruto.


Ely Monteiro
Imagem: Google

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Metamorfose



O vento que sopra suavemente e a chuva que cai sobre terra
compõe uma melodia celeste, feito um coral que canta
uma música, cuja letra é desconhecida e, junto a tudo e a todos que se permitiam envolver com a nobreza e encanto da melodia, foram tocados
como casulo que se encontrava fechado em algum canto.
E sem que alguém o percebesse na sua existência obscura
e fria do isolamento selado com várias capas
lá num canto sem graça.
Desprendeu-se e então ali caído, foi regado com os pingos de chuva,
foi sendo levado pelo sopro suave do vento, envolvido com o cântico, despiu-se do casulo,
ganhou asas, mulher borboleta, virou fada.


Ely Monteiro
Imagem: Google

domingo, 28 de setembro de 2014

De castigo



Sozinho ali, distante de tudo.
Ficar de castigo para esquecer do mundo.
Me aborreço às vezes por coisas banais.
Mas esse é meu jeito.
E dos demais mortais.
Quem nunca um dia quis ficar sozinho?

Isso não quer dizer que eu estou na pior.
Necessito ficar no silêncio e só.
Se perder e se achar, fazer daqui um abrigo.
É que tem dias que não é necessário falar.
Ficar sozinho ali, em algum lugar.
Vai parecer ser castigo se eu me ausentar.

Não fique abismado se não me encontrar.
As coisas voltam logo para seu lugar.
Mas esse é meu jeito e dos demais mortais.
Aborrecimentos, por coisas banais.


Ely Monteiro
Imagem: Google

No Silêncio da Madrugada



E no silêncio da madrugada despertei com gotejar de lagrimas.
Vindas de lugares distantes, e eu daqui senti reflexos da tua tristeza em mim.
Ouvi os gemidos do teu lamento, trazidos com o vento.
Desejei aliviar tua dor, enxugar tuas lagrimas.
Madrugada de domingo, senti as aflições tuas e nessa distância
querendo aliviar-te fiz suplicas aos céus
pedindo que antes que amanheça, orvalho sobre ti desça
e então voltes a sorrir.


Ely Monteiro
Imagem: Google

sábado, 27 de setembro de 2014

Versos Meus e Teus



Os versos, sonetos, poesias e textos
serão só meus e teus.

Por isso nessa noite guardei papel e caneta.
Os versos dessa noite serão só lidos por ti.

Farei um recital particular,
se eu errar ou gaguejar, fraquejar ou duvidar,

faz vista grossa...
Me enche de prosas , me ensina os versos teus;
porque o coração tem confiança ...
Se não tiver lua faremos de papel,

contaremos estrelas no céu...
Que essa noite são só minhas e tuas!


Ely Monteiro
Imagem: Google

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Primavera em Mim



Eu juntei as folhas... Foi-se o outono.
Joguei fora as folhas secas,
me livrei das lembranças antigas,
esvaziei as gavetas;
sentimentos e turbilhões
de sensações, hoje me aquecem.

Lágrimas derramadas no outono
já secaram, não prevaleceram...
Sou hoje pássaro livre,
adeus à gaiola...

Regozijo-me de felicidade
e essa estação que hoje eu vivo é primavera.
Voo entre as borboletas e as cores são
primavera em mim...

Colho flores no jardim
elas me trazem calmaria,
sinto no peito algo que enobrece
adeus ao outono interior,
a primavera floresceu dentro de mim
fazendo surgir novos botões,
botão de amor a germinar em flor.


Ely Monteiro
Imagem: Google

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

As Flores do Meu Amor



Fui eu que fiz os versos singelos
andando ali entre os ipês amarelos,
naquela cidade que me encanta,
onde mora o escritor desde criança.

Casa simplesinha, cachorros no portão,
Sansão e a bolinha latindo na recepção;
e o escritor me recebe com promessas,
me oferece poesias e sonetos

e, os escritos dele são daquele jeito.
Juras de amor e gratidão
que me levam às estrelas, perco o chão;
e em plena primavera ele não me dá buquê de flores,

pois, me surpreende e me leva no fundo do quintal;
pois lá na jabuticabeira toda ornamentada
tem orquídeas amarradas, parecendo apliques;
ele as oferece para mim junto às demais flores do jardim.

Flores tropicais... Açucenas e jasmins.


Ely Monteiro
Imagem: Google